sexta-feira, 28 de agosto de 2009

ANNA WINTOUR REVELA O SEU EU

O documentário “The September Issue” estreia hoje em Nova Iorque. Anna Wintour, directora da Vogue América há 20 anos, é considerada a mais poderosa figura do mundo da moda e nunca permitiu que alguém observasse o trabalho interno da sua revista. Até agora.

Com um acesso sem precedentes aos bastidores da famosa publicação, “The September Issue”, do realizador R.J. Cutlers, leva o espectador para o interior de um mundo até agora desconhecido. Em todos os meses de Agosto, um vasto número de pessoas anseiam pelo lançamento da edição de Setembro da Vogue americana. A edição de 2007, com Sienna Miller na capa e quase 2 kg de peso, foi e continua a ser a maior de sempre, com um recorde de vendas de 13 milhões de exemplares. “The September Issue” desvenda todo o trabalho de Anna Wintour por trás da indústria da moda, preparando esta grandiosa edição, acompanhando os desfiles internacionais e as produções fotográficas, estudando as tendências apresentadas pelos designers, etc.

Para garantir o sucesso do filme, Anna Wintour foi ao programa de televisão de David Letterman mostrar o seu verdadeiro eu. Durante a sua intervenção, explicou como adquiriu a reputação de mulher de ferro: “Sou uma mulher determinada e com ideias muito claras. Tento ser muito directa e fornecer orientações às pessoas com quem trabalho. Infelizmente, nem sempre obtêm a resposta que esperam da minha parte".

A directora brincou com o apresentador de TV sobre a imagem distorcida que passaram dela no filme “O Diabo Veste Prada”: "Nesses dias fui chamada de rainha do gelo, rei Sol, dominatrix. Quase nada!".

“The September Issue” chega aos grandes ecrãs mundiais a 11 de Setembro. Entretanto, veja o trailer do filme e o programa de David Letterman.




O REGRESSO DA POLAROID

Após o encerramento da fábrica Polaroid em 2008, pensou-se que tinha chegado o fim da fotografia instantânea. Agora, os amantes destas míticas câmaras fotográficas podem voltar a sorrir. The Impossible Project, um pequeno grupo composto por antigos trabalhadores da fábrica e outros entusiastas da fotografia instantânea decidiram comprar toda a maquinaria da Polaroid, com o intuito de a relançar no mercado em 2010. Entretanto, The Impossible Project associou-se à Urban Oufitters para colocar à venda 700 kits Polaroid vintage, numerados à mão e provenientes dos antigos stocks da fábrica, cada um com uma câmara Polaroid (modelo ONE600 Classic) e uma película Instant Film. Os kits estão à venda nas lojas Urban Outfitters, desde o passado dia 21 de Agosto.

Saiba mais sobre o projecto em:

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

FILMES INÉDITOS DE GUY BOURDIN NO BON MARCHÉ EM PARIS

Guy Bourdin, o fotógrafo de moda que ficou conhecido pelo seu olhar único, que misturava moda e glamour em cenas que evocavam violência, morte, sexualidade e surrealismo, quis que todo o seu acervo fosse destruído após a sua morte, mas o seu desejo não foi atendido. Entre 18 de Setembro e 29 de Outubro, o seu trabalho vai ser exposto ao público na mostra "Guy Bourdin, ses films", que será apresentada na department store parisiense Bon Marché.

Os filmes, produzidos entre as décadas de 1960 e 1980, serão projectados em telas móveis em salas escuras, inspirados na ideia de que o trabalho de Bourdin era captado “acidentalmente”.

Em 2003, o V&A Museum apresentou uma enorme retrospectiva sobre o trabalho de Guy Bourdin e convidou o Showstudio para editar alguns dos seus filmes, que pode ver aqui.


Guy Bourdin nasceu em Paris, a 2 de Dezembro de 1928. Aos 18 anos, conheceu Lucien Henry, um negociante de arte, e decidiu dedicar-se ao desenho e à pintura. Após cumprir o serviço militar, em Dakar, voltou a Paris, onde continuou a desenhar e a pintar. O rumo da sua vida mudou quando viu uma fotografia de Edward Weston, intitulada Pepper (1930), que alterou a sua percepção do ambiente. Man Ray foi a sua maior influência.

A primeira exposição de fotografia de Guy Bourdin data de 1952. Aos 27 anos, foi convidado a trabalhar na Vogue, onde se estreou com 4 páginas de fotografias de chapéus. A sua audácia determinou imediatamente a direcção do seu estilo como fotógrafo. Francine Crescent, editora de acessórios da revista, sugeriu o nome de Bourdin para fotografar as campanhas publicitárias da empresa Charles Jourdan. Apesar das primeiras fotos terem sido consideradas chocantes, a partir de 1967 as suas campanhas passaram a ser muito apreciadas e aguardadas pela imprensa. A sensibilidade de Bourdin era considerada mais obscura e misteriosa do que a de Helmut Newton, outro conceituado fotógrafo.

Em meados da década de 1980, Bourdin entrou em declínio. A fotografia de moda começou a voltar-se para um estilo mais naturalista e a Vogue começou a recusar o seu trabalho. A sua década dourada tinha chegado ao fim.

Bourdin passou grande parte do seu tempo a pintar telas que nunca terminou. Falou muitas vezes em expor o seu trabalho ou produzir um livro, mas nunca o fez. Esforçava-se ao máximo para tornar as suas imagens tão perfeitas quanto possível, mas assim que eram publicadas deixava de se interessar por elas. Morreu a 29 de Março de 1991, aos 62 anos.

PRADA TRANSFORMER RECEBE NOVA EXPOSIÇÃO

O espaço Prada Transformer foi “transformado” pela terceira vez e é agora uma galeria de arte contemporânea.

A estrutura tetraédrica composta por quatro formas diferentes – hexágono, cruz, rectângulo e círculo – que foi desenhada pelo arquitecto Rem Koolhaas de modo a que os pavimentos se possam transformar em paredes e as paredes em tectos está actualmente localizada junto ao palácio Gyeonghui, em Seul, na Coreia do Sul, e acolhe até ao próximo dia 13 de Setembro uma mostra de trabalhos da artista sueca Nathalie Djurberj, intitulada “Turn Into Me”.

Nathalie Djurberj, vencedora do segundo prémio para 'Promissing Young Artist' na Bienal de Veneza deste ano, cria curtas-metragens de animação com a técnica de stop-motion. Muitos dos trabalhos agora em exibição foram apresentados em 2008 na Fondazione Prada, em Milão, e segundo o WWD abordam temas intensos como a violência, a sexualidade, o sadismo, a crueldade, a morte e a brutalidade. Imagens grotescas de ossos, corpos abertos e cadáveres a serem devorados por insectos dominam as animações. A artista customizou também o interior do espaço expositivo, grafitando as paredes do Prada Transformer com desenhos que evocam pinturas rupestres, criando espaços menores para a projecção de cada filme. Germano Celant, director da Fondazione Prada, descreve a exposição como “um jogo de ping-pong entre arquitectura, arte e música”.

O Prada Transformer tem 4 planos que podem ser alternados, rodando a estrutura com uma grua, e cada um deles está pensado para que o espaço assuma uma determinada função. Consoante a face que fica na parte superior, o edifício transforma-se num cinema, numa galeria de arte ou numa sala de desfiles. O espaço inaugurou em Abril com a exposição itinerante ‘Waist Down – Skirts by Miuccia Prada’ e no final de Maio foi rodado e transformado numa sala de cinema, para receber o festival de “Flesh, Mind and Soul”. Prada ainda não sabe que evento o Prada Transformer irá acolher a seguir, mas já confirmou que não será um desfile de moda.

IMAGENS:
Nathalie Djurberj, “Turn Into Me”

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

NO ATELIER CHANEL

terça-feira, 25 de agosto de 2009

LOUIS VUITTON: ARTE, MODA E ARQUITECTURA

Hoje apresentamos uma peça de biblioteca imprescindível para os amantes de moda. No início de Setembro, a Louis Vuitton irá lançar um livro de luxo que explora o ADN da célebre casa de moda francesa, mostrando desde o tributo a Stephen Sprouse até às bolsas LV fotografadas por Jamie Chard para a revista Surface. Com capa de Takashi Murakami e 400 páginas repletas de imagens admiráveis, “Louis Vuitton: Fashion, art and arquitecture” estará à venda exclusivamente no website http://www.louisvuitton.com/ e nas lojas da marca.

Símbolo de elegância e de requinte, a Louis Vuitton tem desenvolvido um vínculo com o mundo da arte desde a sua fundação em 1854. A marca francesa reinventou a arte de viajar e estabeleceu uma forte relação entre o know-how tradicional e o design contemporâneo, trabalhando com os melhores arquitectos, decoradores, fotógrafos, designers e artistas. Este fascínio pelas novas formas de expressão cresceu ao longo das décadas e continua actualmente sob a direcção do director artístico Marc Jacobs. Sapatos, relógios, joalharia e colecções de pronto-a-vestir juntaram-se às distintas malas e acessórios de viagem da Louis Vuitton, numa explosão de criatividade.

O interesse da Louis Vuitton nas artes intensificou-se na década de 1980, quando a marca começou a trabalhar com pintores como César, Sol LeWitt e Olivier Debré, e atingiu um novo patamar quando Marc Jacobs assumiu a direcção artística da casa em 1997. Apaixonado pela arte contemporânea, Marc Jacobs convidou alguns dos mais conceituados artistas do mundo, como Stephen Sprouse, Takashi Murakami ou Richard Prince, para colaborarem na modernização da lendária casa de marroquinaria, adicionando fantasia e cor ao clássico monograma LV.

Para apresentar o seu novo livro, a Louis Vuitton associou-se à artista Camille Scherrer para produzir um vídeo repleto de grafismos e animações, que presta homenagem aos artistas, arquitectos, fotógrafos e designers com os quais a Louis Vuitton colaborou.

DRESS CODES

“Dress Codes: Clothing as a Metaphor” é a exposição que está actualmente patente no Katonah Museum of Art, em Nova Iorque, que visa mostrar o vestido não como uma forma de identidade pessoal, mas como um manifesto de união de ideias mundiais. Trinta e seis artistas foram convidados a usar a Moda como meio de comunicação, abordando temas tão diversos como a globalização, o racismo, a ecologia ou os cânones de beleza. Muitos dos trabalhos exploram vários destes temas simultaneamente, reflectindo a complexidade da vida contemporânea. “Dress Codes: Clothing as a Metaphor” está em exibição até ao dia 4 de Outubro.

ARTISTAS: Ray Beldner, Sanford Biggers, Barbara Bloom, Louise Bourgeois, Maria Fernanda Cardoso, Nick Cave, Cat Chow, Sonya Clark, Willie Cole, Maureen Connor, E.V. Day, Mónica Girón, Guerra de la Paz, Joseph Havel, Oliver Herring, Bingyi Huang, Mella Jaarsma, Wang Jin, Rashid Johnson, Kate Kretz, Charles LeDray, Susie MacMurray, Derick Melander, Yael Mer, Farhad Moshiri, Luca Pizzaroni, Elaine Reichek, Freddie Robins, Zoë Sheehan Saldaña, Beverly Semmes, Judith Shea, Jean Shin, Mimi Smith, Susan Stockwell, Do-Ho Suh , Cheryl Yun.

http://www.katonahmuseum.org/