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sexta-feira, 4 de setembro de 2015

"MCQUEEN: THE STORY OF A FASHION VISIONARY"




“McQueen: The Story of A Fashion Visionary”, uma das peças de teatro mais aclamadas do ano, estreou no passado mês de maio no St. James Theatre, em Londres, quebrando recordes de bilheteira. A apresentação sobre Alexander McQueen está agora em exibição no Theatre Royal Haymarket, também na capital inglesa, onde permanece em cartaz até ao dia 7 de novembro.

“McQueen: The Story of A Fashion Visionary” é muito mais do que uma biografia, trazendo para os palcos uma viagem no mundo de sonho e imaginação do genial criador de moda britânico. Dirigida por John Caird, a peça conta com o premiado ator Stephen Wight no papel de Alexander Mcqueen, que surpreende pela semelhança física com o designer. "Foi como se a performance de Stephen tivesse trazido Lee de volta para mim. Eu senti como se ele fosse real de novo", declarou Janet McQueen, uma das irmãs de Lee Alexander Mcqueen.

"Lee foi um verdadeiro artista, uma luz brilhante e bela que tentava iluminar a escuridão", declarou o ator Stephen Wight. "Sim, ele era implacável na sua busca pela perfeição, mas também era um menino frágil e, conforme a pressão aumentou, o peso da expetativa e da responsabilidade passou a atormentá-lo. Ele era um homem incrivelmente complexo. Uma alma perturbada, mas com imensa beleza por dentro".

terça-feira, 27 de agosto de 2013

“BLOW ME” - VIDA DE ISABELLA BLOW INSPIRA PEÇA DE TEATRO




A vida frenética, apaixonada e polémica da famosa stylist e editora de moda inglesa, Isabella Blow, inspirou a peça de teatro “Blow Me”, atualmente em cartaz na companhia Mad Cat de Miami.

Ícone da moda britânica e musa de vários designers, Isabella Blow projetou a sua excentricidade e sensibilidade punk numa multidão. Era raramente vista sem um chapéu de Philip Treacy, lábios vermelhos e um look ousado. Isabella Blow teve um papel fundamental na descoberta e desenvolvimento das carreiras de designers como Alexander McQueen e Philip Treacy. “Tinha uma capacidade especial para captar a sensibilidade dos jovens talentos. Provinha de uma família aristocrática mas possuía um coração punk e rebelde. Antepunha o talento ao êxito económico”, declarou Philip Treacy aquando da trágica morte da editora, em 2007. “Tinha uma qualidade rara no mundo da moda – tinha coração. Foi muitas vezes vista como uma mulher louca com um chapéu. Mas não era. Era inteligente, culta, interessante. O seu desafio e olhar singular sobre tudo inspirou muitos designers e criativos”, acrescentou o famoso designer de chapéus.

Isabella Blow iniciou a sua carreira no início da década de 1980, como assistente de Anna Wintour, na Vogue USA. Depois do marcante trabalho para a Conde Nast e com um savoir faire ímpar, foi nomeada diretora de moda do The Sunday Time. Colaborou também com as revistas Visionaire e The Face e foi consultora das marcas DuPont Lycra, Lacoste e Swarovski.

Com Erin Joy Schmidt a interpretar o papel de Isabella Blow, a peça de teatro “Blow Me” aborda não só a vida da icónica editora, mas também o seu relacionamento com Alexander McQueen, Mario Testino e a modelo Sophie Dahl. Trata-se de uma viagem pelos momentos mais importantes da sua vida e carreira, incluindo a sua morte. Uma merecida homenagem a Isabella Blow que se une à exposição “Isabella Blow: Fashion Galore!”, que inaugura em novembro próximo, na Somerset House, em Londres. Em exibição estarão 100 peças do seu icónico guarda-roupa.

FOTO: Erin Joy Schmidt interpreta o papel de Isabella Blow

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

DINO ALVES 
DESENHA FIGURINOS PARA PEÇA “VERMELHO”

Um diálogo apaixonante sobre a arte e a vida que envolve não apenas artistas e criadores mas também os espetadores. Assim se define a peça “Vermelho”, escrita pelo autor norte-americano John Logan em 2009 e distinguida com vários prémios de teatro em 2010. “Vermelho” está em cena na sala vermelha do Teatro Aberto, em Lisboa, até 26 de fevereiro, com encenação de João Lourenço e figurinos do criador Dino Alves.



A ação decorre em Nova Iorque, nos anos de 1958 e 1959, e tem como protagonista o pintor Mark Rothko, que contrata Ken, um jovem assistente, para o ajudar na execução de uma encomenda de alto valor e prestígio. Trata-se de uma série de murais para o luxuoso restaurante Four Seasons, integrado no edifício Seagram, um projeto inovador dos arquitetos Philip Johnson e Mies van der Rohe.
Enquanto misturam as tintas e preparam as telas, Rothko expõe as suas ideias sobre a arte e sobre alguns artistas como Caravaggio, Miguel Ângelo, Jackson Pollock ou Andy Warhol. É neste diálogo entre mestre e discípulo que se desenvolve um intenso processo de reflexão que os transforma a ambos e os leva a procurar novos caminhos. 



Um espetáculo a não perder!



ESPETÁCULOS
quarta-feira a sábado às 21h30

domingo às 16h00


quinta-feira, 3 de novembro de 2011

JOSÉ ANTÓNIO TENENTE DESENHA FIGURINOS PARA PEÇA "DU DON DE SOI"

A Companhia Nacional de Bailado iniciou a sua Temporada de 2011-2012 com um desafio lançado a Paulo Ribeiro para a criação de uma nova peça coreográfica inspirada na obra cinematográfica do realizador russo Andrei Tarkovsky (1932-1986), considerado por muitos como um dos melhores cineastas do séc. XX. O resultado foi uma narrativa poética que fala do dom do sacrifício, "da capacidade de abdicar de si próprio por causas maiores", sintetiza o coreógrafo Paulo Ribeiro. Intitulada “Du Don de Soi”, a peça está em cena esta semana no Teatro Camões, em Lisboa, e insere-se no Festival Temps d’Images, evento anual transdisciplinar que estimula o diálogo entre as artes performativas e as imagens em movimento, e onde as fronteiras entre as várias artes se tornam na própria matéria de criação artística.

Os figurinos são da autoria do designer José António Tenente, para quem o universo de Tarkovsky se revelou extraordinariamente inspirador. “O cinema de Tarkovsky é pleno de imagens fortes e marcantes. Os seus filmes gravam-se na memória. Espiritualidade, religiosidade, introspeção, silêncio, água, ruína… 
Espero ter impregnado os figurinos com pouco de tudo isto e aliá-lo à fluidez e delicadeza do movimento. Trabalhar com o Paulo Ribeiro e fazer parte desta equipa artística foi uma felicidade. Admirar o momento da criação, as dúvidas, as opções, os caminhos…e integrá-los a cada passo no desenvolvimento do meu trabalho. O desafio adicional: vestir um grande elenco com 36 intérpretes quase sempre em palco.”


Para o coreógrafo Paulo Ribeiro, “Du Don de Soi” é um recontro com os filmes e os escritos de Andrei Tarkovsky, para quem a poesia era uma concepção do mundo e que comparava o seu trabalho ao de um escultor que, “guiado pela visão interior da sua obra, elimina tudo o que não faz parte dela”. “Penso que a forma mais interessante de encarar esta obra sobre Tarkovsky é a de ser fiel à sua dimensão poética, mais do que debruçar-me sobre um filme ou outro. Mais do que utilizar citações de imagens ou ainda de universos decalcados. O caminho deverá ser assumido no sentido de uma coreografia com grande dimensão, humana, espiritual e orgânica. Assim como um movimento que se vai criando cheio de suavidade e verdade, algo que nos move, que nos transporta e que visto do exterior só poderia ser daquela forma. Uma coreografia da verdade, que acontecendo…só poderia ser assim! (…)”, afirma Paulo Ribeiro.

Depois da estreia em Lisboa, “Du Don de Soi” será apresentado também no Porto, no Teatro Nacional de São João, a 11 e 12 de Novembro, e em Viseu, no Teatro Viriato, a 20 e 21 de Janeiro de 2012.

Um espectáculo a não perder!



Fotografias: Fernando Guerra

LARA TORRES DESENHA FIGURINO PARA PERFORMANCE “PEAUFINE”

"Peaufine" é o nome da mais recente performance da artista Sónia Baptista, a ser apresentada na galeria Graça Brandão, ao Bairro Alto, em Lisboa, dias 4 e 5 de Novembro, pelas 20h00. Inserida no programa do festival transdisciplionar anual de Lisboa Temps d'Images, "Peaufine" é um híbrido de cinema-teatro, em que a presença da imagem bidimensional projectada no écran se articula e desdobra nas dimensões e tempo reais do palco. Sónia Baptista veste um figurino concebido especialmente para a performance pelo atelier Lara Torres, cujas referências centrais foram as gravuras eróticas shunga e as Ama, mergulhadoras japonesas que se dedicam a colher mariscos, algas e pérolas. Dando continuidade ao seu trabalho experimental na utilização de materiais, Lara Torres utiliza a pele de raia e pérolas na composição do figurino.

Se ficou curioso(a), não deixe de passar pela Galeria Graça Brandão, na Rua dos Caetanos 26, ao Bairro Alto, em Lisboa.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

TEATRO S.LUIZ APRESENTA “DEMO”

Até ao próximo dia 2 de Agosto, o Teatro S.Luiz, em Lisboa, apresenta “Demo”, um musical do Teatro Praga, de inspiração indiana e influenciado pelas teorias utilitárias do filósofo Peter Singer. Com música original de Kevin Blechdom, Christopher Fleeger e Andres Lõo, conta com a participação especial de Rão Kyao e com o apoio da marca Lacoste.

Demo parte da experiência do Ciclo Outras Lisboas, em 2008, e a propósito do Ano Europeu do Diálogo Intercultural. O S.Luiz desafiou o Teatro Praga a olhar a Índia e as suas múltiplas expressões e o resultado é agora apresentado na sala principal do S.Luiz, de quinta a sábado, às 21h, e domingo, às 17h30.

A companhia Teatro Praga consiste num grupo de artistas - quatro criadores, dois produtores e o dramaturgo José Maria Vieira Mendes - que trabalham sem encenador e que pretendem salientar a irrepetibilidade da prática teatral. São sempre diferentes, estão em constante transformação e sujeitam-se às suas próprias mudanças imprevisíveis. Têm actuado em teatros como o Teatro Nacional S. João, a Culturgest, o Teatro Municipal S. Luiz ou o Centro Cultural de Belém. Para a temporada 2009 / 2010 foram convidados pelo Dr. Mega Ferreira para companhia residente do Centro Cultural de Belém, onde apresentarão três novas produções, uma delas com digressão internacional.

http://www.teatropraga.com/