sábado, 12 de março de 2011

FILIPE FAÍSCA


COLECÇÃO INVERNO 2012

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EM CONVERSA COM FILIPE FAÍSCA

Daily ModaLisboa - Qual a importância da ModaLisboa para a divulgação e desenvolvimento do trabalho dos Criadores de Moda Portugueses, ao longo dos últimos 20 anos?
Filipe Faísca – Os desfiles fazem parte da comunicação da nossa marca com o público e com o mundo. Sem isso não existe moda, portanto a ModaLisboa é fundamental. Só depois de existir a ModaLisboa é que começou a haver um entendimento mais sério do que é moda. De qualquer modo, eu acho que ainda há um hiato entre espectáculo e comércio. Acho que a moda em Portugal não é comércio. Todas as pessoas que fazem moda vivem quase na miséria e com imensas dificuldades com a indústria têxtil. Não temos praticamente indústria têxtil a funcionar, temos uma dificuldade enorme em conseguir tecidos portugueses. Gostava que isso mudasse.


- De todas as edições da ModaLisboa em que participou, destaque:

- A edição mais memorável?

Se falarmos em relação ao público, acho que foi a segunda edição em que participei, quando apresentei a colecção com o tema Portugal Portugal e havia pessoas a chorar. Porquê? Porque toquei num ponto que é o Portugal esquecido e as pessoas tiveram momentos de recordação da sua infancia ou da sua adolescência e isso é muito importante.

- O melhor tema?
Love.

- O melhor local?
O Museu Nacional de História Natural.

- A melhor passerelle?
Também a do Museu Nacional de História Natural.

- A situação / experiência mais curiosa que viveu?
Foi precisamente a reacção do público nesse desfile, Portugal Portugal.

- O que mudou no seu trabalho ao longo das várias edições?
É mais o que eu gostaria que tivesse mudado, porque é muito difícil mudar. Gostaria de conseguir aperfeiçoar cada vez mais o meu trabalho, ainda não estou contente.


- Que mensagem gostaria de deixar à ModaLisboa neste 20º aniversário?
Façam o esforço que for possível, porque este é um momento de crise, para que se consiga continuar, com os patrocinadores que são cada vez mais exigentes, são cada vez mais selvagens em relação ao que querem apresentar do seu produto.

- Fale-nos um pouco da colecção que vai apresentar nesta edição comemorativa.
Esta colecção tem a ver um pouco com os temas que fazem habitualmente parte do meu trabalho, a dualidade homem / mulher. É uma colecção muito feminina e ao mesmo tempo muito masculina. A mulher tanto se veste num dia com fato e gravata como no dia seguinte tem um vestido curto e mostra as pernas. Nesta colecção eu assumo mais isso porque resolvi introduzir homem e fazer essa ligação. O homem e a mulher vestem-se de igual. Não há braguilhas a apertar à senhora, apertam como os homens apertam, portanto umas calças tanto podem ser vestidas por um homem como por uma senhora. Se as calças apertarem à senhora, os homens não vestem, mas se apertarem à homem elas vestem e o mesmo se passa nos casacos. Isto já é muito importante lá fora, onde já se está a fazer roupa que sirva para ambos os sexos.



DESFILE

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