quinta-feira, 6 de outubro de 2011

ALEXANDRA MOURA

COLECÇÃO VERÃO 2012

EM CONVERSA COM ALEXANDRA MOURA

Daily ModaLisboa - Ser designer de moda em Portugal é um desafio? Porquê?
Alexandra Moura - É um grande desafio. Devido ao nosso pequeno, mas grande País, a Moda só há pouco tempo teve o seu percurso profissionalizado. Os diversos sectores em que ela se insere também ainda estão a crescer, o que torna todo o processo de desenvolvimento duma marca de moda nacional lento e difícil.
O público já começa a estar atento ao produto nacional, mas ainda tem de saber acreditar mais, e avançar com a aposta na aquisição!
Ser Designer em Portugal é um desafio, por vezes um desafio duro, mas quando bem concretizado, é muito gratificante.

- Defina o seu trabalho em 5 palavras a partir de ideias, pessoas, lugares, objectos ou adjectivos.
O meu trabalho em 5 palavras: Contemporâneo / Artesanal / Único / Global / Emotivo.

- Na sua opinião, quais as peças must-have que não podem faltar no guarda-roupa de uma mulher?
Camisa branca, um vestido túnica, “aquele” casaco e um confortável trench-coat.

- O que é mais importante para si no momento em que a sua colecção sobe à passerelle?
O mais importante é tudo! Tudo tem de estar perfeito, a realidade tem de corresponder ao que foi criado, desde os “pés à cabeça”.

- Quais as suas propostas para a Primavera/Verão 2012?
Para a Primavera/Verão 2012 proponho como tema “O Principio da incerteza”. O conceito para esta colecção inicia-se num livro delicioso - “Animalário Universal - Fabuloso Almanaque da Fauna Mundial”, compilação de ilustrações de animais, organizada de modo a que se possam fazer as nossas próprias combinações entre elas. Este curioso compêndio permite criar os mais extraordinários animais. Criaturas insólitas e por vezes surreais. Nasce, assim, a necessidade desta colecção ser sustentada através da montagem de ideias, referências, épocas, movimentos de arte, etc. Ao longo do seu desenvolvimento, muitos estados de espírito interferiram de forma directa na sua realização, logo certezas e incertezas faziam nascer novas peças que posteriormente era montadas e agrupadas. Um conceito organizado na desorganização, mas tentando sempre a coerência das diferentes ideias entre si. Simples e subtil no seu estado único, mas que se torna complexa e irreal, num determinado momento pela sua imagem global. Resta a certeza - nada é tão certo quanto a incerteza! A silhueta é marcada por linhas rectas que se ”descolam” do corpo, e da aparição espontânea de volumes. Os comprimento variam entre o curto e o comprido. Uma silhueta com uma forte componente técnica, composta por vários detalhes simples e pela “montagem” de materiais e cores, criando pormenores aparentemente geométricos. Uma proposta com muitas “montagens” através da cor e dos seus diversos materiais.



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