domingo, 13 de março de 2011

VÍTOR | LAB


COLECÇÃO INVERNO 2012

EM CONVERSA COM VÍTOR BASTOS

Daily ModaLisboa - Qual a importância da ModaLisboa para a divulgação e desenvolvimento do trabalho dos criadores de Moda Portugueses, ao longo dos últimos 20 anos?
Vítor Bastos - A ModaLisboa criou uma estrutura sólida para os criadores onde, como um motor, alimenta o ciclo da moda nacional. Esta plataforma de apresentação e de divulgação de trabalho é essencial para os criadores nacionais, gerando um ritmo de trabalho e uma resposta de imprensa essenciais tanto para as marcas como para o ritmo criativo.


- De todas as edições da ModaLisboa em que participou, destaque:

- A edição mais memorável?

Fashion Force, ModaLisboa 33, foi a minha primeira no LAB, será sempre a mais memorável!

- O melhor tema?
Fashion Force foi um tema especial para mim, foi perfeito para a minha apresentação.

- O melhor local?
Gostei muito do Mude / Terreiro do Paço. A experiência de dois locais de actuação criou dinâmica.

- A melhor passerelle?
O Mercado da Ribeira, a relação com as frutas e o lado humano do espaço foi fantástico.

- A melhor colecção que apresentou?
Até agora, a última, São Paulo, de agora em diante a próxima.

- A situação / experiência mais curiosa que viveu?
Antes ainda de estar na plataforma LAB, quando apresentei o meu trabalho no âmbito da Workstation, na Cidadela de Cascais, ModaLisboa 31, estive a terminar o meu curso e simultaneamente a preparar um espaço numa Sala da Cidadela. Penso que a experiência mais curiosa que tive foi levar um frigorífico cheio de cervejas (com o rótulo da minha marca) do Porto a Cascais nos períodos que não tinha aulas... Durante a madrugada.


- Que mensagem gostaria de deixar à ModaLisboa neste 20º aniversário?
Obrigado por tudo! Já estou ansioso para comemorar junto os 30, 40, 50 anos de ModaLisboa convosco!

- Fale-nos um pouco da colecção que vai apresentar nesta edição comemorativa.
Tanzjing, é o nome da minha proposta para o Inverno. De inspiração Africana, mais focada na Tanzânia, esta colecção está estruturada como o conceito de sociedade do país e suas relações entre as comunidades chinesa e albina. Os albinos são considerados portadores de poderes mágicos e em antagonia geram deslumbre e medo. Os imigrantes chineses por outro lado simbolizam evolução económica, mas por um lado são vistos como salvadores e por outro como colonizadores contemporâneos. Nesta base de dualidades inseri como analogia a comparação com o QR code, o código de barras bidimensional que apesar de poder conter bastante informação, limita-nos às barreiras da tal tecnologia. Num sistema oposto ao QR (Quick Response) o conceito é analisado e desenvolvido lentamente gerando os detalhes chave para o desenvolver da colecção.



DESFILE



Sem comentários: