“Antigono” teve uma primeira estreia em 1755, na Casa da Ópera do Paço da Ribeira, pouco antes da destruição daquele espaço com o terramoto de 1 de Novembro. O texto, da autoria de Pietro Metastasio, conta os “estranhos desastres” que sucedem a Antígono, rei da Macedónia, desde que se junta a Berenice, princesa do Egipto. A partitura de Mazzoni, que regressa agora à vida com a Divino Sospiro, sofreu um trabalho de edição crítica da responsabilidade de Nicholas McNair.
Esta produção representa também a estreia de José António Tenente na criação de figurinos para ópera. O designer, já com uma experiência considerável na criação de figurinos para dança e teatro, afirma estar particularmente entusiasmado por ‘vestir’ esta ópera. “Não podia ter sido melhor para começar... É absolutamente única a oportunidade de assistir ao 'renascer' de uma obra que estava esquecida há mais de 250 anos.”
“O meu trabalho insere-se no 'story board' criado pelo Carlos Pimenta e António Jorge Gonçalves com um ambiente visual muito preenchido e estimulante. Os figurinos contrapõem-no com uma imagem quase uniforme, mas forte e de leitura evidente. De desenho linear, as formas assentam em linhas geométricas e em manchas de cor únicas. Uma paleta cromática concisa e elementar: negro, vermelho e azul. Numa visão 'simplista', os bons de vermelho e os maus de negro. O azul, romântico, para Berenice, misteriosa, sedutora... Alusões subtis à antiguidade clássica, nomedamente, a partir das suas representações escultóricas ou pictóricas”, explica José António Tenente.
Um espectáculo a não perder!

















