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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

MODALISBOA NOMEADA PARA PRÉMIOS MARKETEER 2011

A revista marketeer premeia o que de melhor se fez no ano 2010 na área do Marketing, Publicidade e Comunicação em Portugal. A votação estão 105 marcas em 21 categorias: Agências de Branding; Agências de Comunicação; Agências de Meios; Agências de Publicidade; Artes & Cultura; Automóvel; Banca; Compromisso Social; Desporto; Distribuição / Retalho; Energia; Eventos e Entretenimento; Grande Consumo; Imobiliário Comercial; Media; Moda e Beleza; Saúde e Farmacêuticas; Seguros; Telecomunicações; Transportes e logística; Turismo. A MODALISBOA está nomeada na categoria de EVENTOS e ENTRETENIMENTO, em reconhecimento do seu prestígio e contributo para a divulgação e o desenvolvimento da Moda em Portugal.

Os Prémios marketeer 2011 decorrem em quatro fases. Entre 9 e 25 de Novembro de 2010 foi realizado um inquérito online para os leitores darem a sua opinião sobre a empresa que gostariam de ver entre os nomeados das 21 categorias. Seguiu-se o apuramento e a elaboração da shortlist para cada categoria pela Redacção e Conselho Editorial da Marketeer. Os nomes dos nomeados para os Prémios foram anunciados no passado dia 5 de Janeiro de 2011 no site www.marketeer.pt, dando início às votações online para apuramento dos vencedores. Esta fase decorre até 1 de Março. Os votos dos leitores têm uma preponderância de 50% na decisão final, sendo os restantes 50% obtidos por votação dos membros do Conselho de Fundadores da revista marketeer.

Os vencedores de cada categoria serão anunciados e distinguidos com um troféu numa cerimónia promovida pela marketeer e com o apoio de várias entidades patrocinadoras, a ter lugar na segunda semana de Abril.

Não deixe de participar na iniciativa. Vote na ModaLisboa e nas suas marcas de eleição em www.marketeer.pt

GIVENCHY APRESENTA NOVA CAMPANHA VERÃO 2011

Vanguardista, transgressor, gosta de romper com as regras estabelecidas, experimentar designs arrojados, misturar modelos e celebridades. Ricardo Tisci, director criativo da Givenchy, consegue sempre surpreender com as suas campanhas publicitárias. Na estação passada, transformou a modelo transsexual Lea T. na imagem da casa francesa, causando grande polémica no mundo da moda, e nesta estação continua a não deixar ninguém indiferente.

A nova campanha publicitária da Givenchy tem como protagonistas o modelo albino Stephen Thompson e a jovem holandesa de 16 anos, Daphne Groeneveld, nova musa de Ricardo Tisci e um dos rostos revelação do mundo da moda. É a primeira vez que Daphne Groeneveld participa numa campanha da Givenchy e junto a ela veremos outras modelos com carreiras mais consolidadas, como Mariacarla Boscono e Iris Strubegger.

As imagens são da autoria de Mert Alas e Marcus Piggott, que fotografaram os modelos individualmente para posteriormente sobreporem as fotografias. Numa paleta a preto e branco, a imagem apresenta reminiscências da fotografia dos anos 50. A ideia surgiu de uma fotografia de Robert Mapplethorpe, na qual aparecia um busto romano de alabastro com uma tela de leopardo justaposta.

A campanha completa será apresentada este mês na L’Uomo Vogue, em Fevereiro na versão francesa da revista e a partir de Março na Vogue US.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

"KENZO"

A editora Rizzoli NY lançou a primeira monografia sobre a casa de moda francesa, Kenzo. Concebida como um diálogo visual entre dois grandes designers de moda - Kenzo Takada e Antonio Marras - e narrado por autores de áreas tão diversas como a arte, a moda, a literatura e o espectáculo, a publicação, intitulada simplesmente “Kenzo”, é um convite para uma viagem de descoberta da marca que transformou a moda na segunda metade do século XX e visa entrar na nova década do século XXI com um espírito de fantasia e liberdade.

“Kenzo” celebra os 40 anos da casa de moda fundada em Paris pelo designer japonês Kenzo Takada e agora revitalizada sob a direcção artística de Antonio Marras, que responde à uniformidade vigente com ecletismo e poesia.

Kenzo Takada apresentou colecções que romperam completamente com o passado, proclamando audaciosamente que a moda pode ser, simultaneamente, criativa e comercial. Misturando culturas e influências, a marca soube como desenvolver e enriquecer-se a si mesmo com um novo exotismo. Agora, sob a direcção artística de Antonio Marras, reconquistou a admiração do público, combinando a sua história com o espírito do novo século. Com conhecimentos profundos sobre estampagens e têxteis, o designer inspira-se no Ocidente e no Oriente, no presente e no passado, para criar colecções que evocam, veneram e reinterpretam as ideias de Kenzo Takada.

Esta monografia posiciona-se como um objecto de arte, estando disponível numa edição de luxo, com capa em tecido e uma mala de patchwork - à venda apenas nas lojas Kenzo. A versão mais acessível também tem capa de tecido com três padrões diferentes e está à venda numa selecção de livrarias de todo o mundo.

UMA IMAGEM VALE MAIS QUE MIL PALAVRAS

A New York Times Magazine apresenta 14 imagens a preto e branco com 14 actores diferentes, que sem seguir nenhuma história ou diálogo, expressam atitudes e sentimentos somente através de gestos corporais e faciais.

Javier Bardem, James Franco, Natalie Portman, Jesse Eisenberg, Chloe Moretz, Matt Damon, Michael Douglas, Jennifer Lawrence, Noomi Rapace, Vincent Cassel, Anthony Mackie, Robert Duvall, Lesley Manville e Tilda Swinton são os protagonistas deste trabalho mímico repleto de mensagens. Imitaram algumas das atitudes emblemáticas do cinema, com gestos profundos e de enigmática emoção. Riso, raiva, enfado, lágrimas, medo, dor, preocupação, tristeza, pensamento, desolação, insegurança…

O único detalhe que une estas 14 fotografias é a cor, ou a ausência dela, tudo o resto é singular em cada imagem. Uma prova de como podemos "falar" através da nossa expressão e atitude, sem necessitar de textos explicativos. Uma imagem vale mais que mil palavras!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

CAM EXPÕE “MUROS DE ABRIGO”

“Muros de Abrigo” inaugura a 14 de Janeiro de 2011 no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. A exposição propõe uma releitura da obra da artista portuguesa Ana Vieira (Coimbra, 1940), num olhar retrospectivo desde o final dos anos 60 até à actualidade, mostrando o seu lugar singular na arte contemporânea. O título é retirado do relato de uma memória de infância da artista, onde recorda como diariamente se dirigia para os muros de abrigo no fundo da quinta dos pais, em São Miguel, e abria sucessivamente todas as portas.

A temática da Casa marca a produção de Ana Vieira. Os seus objectos e instalações questionam conceitos e estereótipos em torno do lugar da Casa como projecção de tensões e conflitos entre a memória e a sua revelação pública como espaço de exposição. “Muros de Abrigo” permitirá novas aproximações à sua obra. No primeiro núcleo da exposição, será posto em causa o próprio muro de abrigo da arte sacralizada no seu pedestal, num esvaziamento que questiona o seu poder e função. No segundo núcleo, mais do que dar a ver, as obras darão a não-ver, incitando os visitantes a atravessar o “branco” e a entrar no universo de Ana Vieira, um mundo de completa desconstrução do objecto artístico enquanto pintura ou escultura.

A exposição estará em exibição até 27 de Março de 2011.


FOTOGRAFIAS:
Sem Título, 1968 (ao lado)
Pronomes, 2001; Sala de Jantar, 1971 (em baixo)




AS COLAGENS SURREAIS DE JEAN LECOINTRE

O ilustrador Jean Lecointre reuniu uma série de colagens surreais num livro divertido e insólito, intitulado “Greenwich”.

Jean Lecointre faz ilustrações para revistas e jornais como o Libération e a editora do seu livro – Cornelius – publica habitualmente banda desenhada. O formato de “Greenwich“ não evoca nem livros de ilustração clássicos nem compilações monográficas, mostrando sim uma sequência de imagens e colagens que Lecointre coleccionou ao longo de vários anos e que muitas vezes serviram para ilustrar artigos em diversos jornais. Mas tudo parece fazer sentido, o livro parece contar uma história, resultante da conjugação entre extravagância e ironia, estética punk e montagem pop.

Jean Lecointre trabalha a partir dos materiais que tem disponíveis - desenha em recortes de jornal, imagens de arquivo, etc – e que dizem algo sobre a época contemporânea.

CAFÉ SOCIETY

Aristocratas, milionários, pintores, designers de moda, coreógrafos e músicos que fruíam a vida ao som de foxtrote, saboreando um café a bordo de um cruzeiro ou em alguma festa em Paris, formavam o Café Society. Extravagantes e elegantes, os membros desta sociedade tinham um lifestyle sofisticado e vanguardista que foi imortalizado por fotógrafos de moda como Cecil Beaton e estimulou o sucesso dos grandes criadores do início do século XX. Um grupo composto pelas mentes mais originais do século XX, de Cole Porter a Yves Saint Lauren, passando por Orson Welles, Salvador Dali, Jean Cocteau, entre muitos outros.

Através de fotografias de arquivo e documentos de época, o livro “Café Society: Socialites, Patrons, and Artists 1920-1960” narra com detalhes históricos a intriga e o impacto gerado em todo o mundo por estas elegantes figuras do jet-set.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

A ‘LOLITA CHIC’ DE LOUIS VUITTON

Uma paleta de cores pálidas, os tons pastel do movimento de Memphis ou dos edifícios Art Deco de Miami, a nostalgia moderna dos anos cinquenta, sessenta e setenta. Uma ‘Lolita Chic’, que dá um ar de estrela de cinema, como uma Bardot jovem a conquistar novamente Hollywood. Este é o espírito de feminilidade e sofisticação da colecção Louis Vuitton Cruise 2011.

A Lolita da Louis Vuiton surge graciosa num vestido de Verão, num fato com calções e uma camisa azul às riscas, numas calças com cintura subida, numa saia rodada com saiote em organza, ou num vestido de cocktail cor-de-rosa dos anos cinquenta. As suas jóias evocam a grande tradição da bijutaria de Hollywood da década de 1950, com um piscar de olhos à época em que as pulseiras e os colares combinavam. Bordados turquesa e coral, flores e laços feitos à mão em ráfia e pele. A mala de mão em palha, estilo saco de praia, tem aplicações de pele de jacaré para um toque de glamour. A carteira em madrepérola, laca e metal em tons doces e voluptuosos é inteiramente feita à mão, tal como as pequenas perfurações nas luvas de pele.

Com bailarinas de tela com motivos florais ou sandálias de salto alto, esta ‘Lolita Chic’ adora a audácia e o savoir-faire dos artesãos, e mistura tudo com uma impressionante frescura.

JANUARY JONES PARA VERSACE

A actriz January Jones é a protagonista da nova campanha de acessórios da marca italiana Versace. A sua personagem na premiadíssima série “Mad Men”, Betty Draper, representa o estereótipo da mulher do final dos anos 1950: dona de casa, dedicada à família, perfeccionista e recatada. Precisamente o oposto da mulher Versace.

Mas Donatella Versace gosta de desafios e não hesitou em convidar a actriz para ser o rosto da campanha publicitária da linha de acessórios Versace: “Sinto que encontrei a mulher Versace do século XXI. É chique e elegante, e profundamente sensual ao mesmo tempo”.

A campanha foi fotografada por Mario Testino e as imagens, todas a preto e branco, são inspiradas na década de 1960, precisamente a época recriada em “Mad Men”. Como se, subitamente, Betty Draper tivesse decidido retomar a sua carreira de modelo.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

NICK KNIGHT PRESTA TRIBUTO A MCQUEEN

O mais recente filme de moda do fotógrafo Nick Knight, intitulado “To Lee, with Love, Nick”, presta homenagem ao designer Lee Alexander McQueen, às suas extraordinárias criações, brilhante carreira e admirável imaginação. Com realização de Nick Knight e banda sonora de Björk, “To Lee, with Love, Nick” foi apresentado em SHOWstudio.com.

H&M 3D

Para comemorar a abertura da sua nova loja em Amesterdão, a H&M transformou o edifício histórico da cidade numa casa de bonecas, com uma fantástica projecção 3D. Durante 3 minutos, os convidados e clientes da cadeia de moda sueca desfrutaram de um conto de fadas surreal projectado com luzes e efeitos mágicos. Uma fita vermelha enrolada à volta do edifício desenleou-se e transformou a construção numa colorida casa de bonecas, onde nada era real.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

132 5 - O NOVO PROJECTO DE ISSEY MIYAKE

A peça fica plana como uma panqueca, mas um suave puxão faz surgir uma enorme extensão de tecido, que se transforma, como por magia, num vestido escultura. Esta é a última criação do célebre designer de moda japonês Issey Miyake: dez formas geométricas bidimensionais básicas que se convertem em estruturadas camisas, saias, calças e vestidos.

O projecto, denominado 132 5, foi desenvolvido pela Miyake Reality Lab, uma equipa de pesquisa formada por Issey Miyake e pelos engenheiros têxteis Manabu Kikuchi e Sachinko Yamamoto, cujo principal objectivo é encontrar novas formas de estimular a produção criativa no Japão. A equipa usou um programa de modelação desenvolvido pelo cientista Jun Mitani - que cria estruturas tridimensionais dobrando papel - para desenhar as formas tridimensionais das peças de roupa, e posteriormente planificou-as em papel, com indicação das linhas de corte e dobras.

O nome 132 5 surgiu do próprio processo e cada número tem um significado especial. O 1 refere-se a uma peça única, o 3 à forma tridimensional, o 2 ao 2D, e o 5, separado por um espaço, traduz o tempo que as pessoas demoram para dar vida às peças de roupa a partir das formas dobradas.

Issey Miyake, actualmente com 72 anos, foi um mestre da moda de vanguarda. Desde as emblemáticas peças plissadas da sua colecção “Pleats Please” até às criações singulares da linha “A-POC”, o seu trabalho resulta da combinação da tecnologia futurista, pela qual o Japão é famoso, com a pureza da produção artesanal.

Em 1994, Issey Miyake entregou a direcção da sua marca a Naoki Takizawa, que entretanto foi sucedido por Dai Fujiwara, e desde então tem-se dedicado à investigação. Não é portanto de surpreende que a metamorfose de um pedaço de tecido de 2D para 3D seja a essência do seu novo projecto 132 5.