sexta-feira, 10 de outubro de 2014

SANGUE NOVO | OLGA NORONHA


COLEÇÃO VERÃO 2015

DOWNLOAD PRESS RELEASE >


À CONVERSA COM OLGA NORONHA

Daily ModaLisboa - O que representa para si integrar o desfile Sangue Novo da ModaLisboa?
Olga Noronha - O tipo de iniciativas como o Sangue Novo permitem aos jovens designers a possibilidade de poderem expor a sua "arte" num ambiente seletivo e altamente profissional. É uma hipótese única de nos integrarmos no mundo da moda, no mais importante evento de Portugal nesta área. É por esta razão que, como designers, ao nos ser dado o privilégio de termos as nossas coleções apresentadas neste tipo de eventos, dá azos a que sejamos foco de grandes atenções, marcando assim a nossa posição e identidade neste meio. São estas as razões que levarão os jovens a quererem criar mais e melhor. Para mim, representa mais uma grande oportunidade e um voto de confiança.

- O que a inspirou e quais as suas propostas para o verão 2015?
Aurora Burealis SS15, é uma coleção inspirada no fenómeno ótico observado nos céus noturnos das regiões polares. Este fenómeno acontece pela decorrência da colisão entre partículas solares electricamente carregadas e poeira espacial aquando da entrada no campo magnético da atmosfera terrestre. Assim, numa tentativa de reinterpretar este fenómeno, desta vez adaptado ao corpo, são nesta coleção utilizados leds e fibra óptica, de forma a recriar as mágicas luzes dançantes e, através da dicotomia luz-escuro, é sugerida uma total leveza e fluidez de movimento, onde o pontilhismo iluminado que define o contorno das pecas e do corpo, confere a imprevisível sensação de levitação.

- Projetos para o futuro?
A longo prazo, tentar chegar o mais alto possível em diferenciações curriculares. Ambição não me falta e sou 100% apologista do “lutar para vencer” porque, afinal, “quem corre por gosto não cansa”. Neste momento, um dos principais objetivos é, através da investigação artístico-científica do meu doutoramento, defender que o corpo se pode adaptar a materiais e formas distintas do que já é utilizado, sendo assim personalizado e quase que “redesenhado”, tornando-se ainda mais belo, depois de “reparado”.
A relativamente curto prazo, em dezembro, apresentarei uma exposição com a coleção “Cospus In Claustrum”, disposta como instalação luminosa numa igreja do séc. XVII no Porto, juntamente com um ciclo de conferências com ilustres convidados, que abordarão temas relacionados com a arte e a religião. Nesse mesmo mês, inaugurará também o Museo del Gioiello – Vicenza, onde estará por dois anos exposto o Colar Cervical de Filigrana, na sala New Scenarios, com curadoria de Aldo Bakker.



Defina o seu trabalho em 3 palavras: Ousado; Conceptual; Ditirâmbico

3 principais fontes de inspiração: A mente; O corpo; A alma

Peça de roupa que não pode faltar no seu guarda-roupa: Saia travada

Cor favorita: Vermelho

Cor que jamais usaria: Nenhuma

Ícone de estilo feminino: Daphne Guinness

Ícone de estilo masculino: Aiden Shaw

Se não fosse designer de joias, gostaria de ser: Não coloco essa hipótese sequer!

Lema de vida: “Quem corre por gosto não cansa”; “Sky is the limit”

Hobby: Encaro o meu trabalho como um hobby

Melhor livro: “The Prosthetic Impulse”, Smith, M. and J. Morra

Melhor filme: "Angel-A", Luc Besson

Melhor viagem: Kyoto, Japão



DESFILE


FOTOGRAFIAS: RUI VASCO



Sem comentários: