terça-feira, 22 de abril de 2014

“O DESIGN POSSÍVEL” - RETROSPETIVA DA OBRA DE EDUARDO AFONSO DIAS NO MUDE



Até ao dia 6 de julho, o MUDE – Museu do Design e da Moda, Coleção Francisco Capelo, em Lisboa, apresenta “O Design Possível”, uma retrospetiva da obra do designer português, Eduardo Afonso Dias, que reúne mais de 400 peças de design de produto, assim como um núcleo de fotografias da sua autoria.

Eduardo Afonso Dias é autor de uma vasta e diversa obra que abrange design de interiores, gráfico, expositivo, desenho de equipamentos e utensílios. A mostra do MUDE inclui muitos dos seus objetos mais icónicos que fizeram parte do dia a dia de diversas famílias entre os anos 1970 e 1990. Faqueiros, peças de cutelaria, recipientes, faianças ou utensílios que muitos dos visitantes vão decerto reconhecer, como o faqueiro Omo (1972); a série de cutelaria para cozinha Gume (1976), uma das cutelarias mais vendidas pela marca sueca IKEA; as tábuas de corte em madeira Plato (1977); o conjunto de caixas de faiança pintada Lyrica (1976); as bases para quentes em aglomerado de cortiça Diversa (1976); os tabuleiros Liza (1977); os copos Aqua (1977); os acessórios de cozinha Bicor (1985), os recipientes Blok (1985), os tachos e frigideiras Cooktime (1985) ou as canecas térmicas Combi (1992). Para além destes múltiplos utensílios e recipientes, que foram produzidos em série e comercializados em Portugal e em vários mercados internacionais, a exposição integra também a solução modular das linhas Omnia e Arcádia, os candeeiros Tubus e muitas dezenas de logótipos desenhados pelo designer.

No design de interiores, Eduardo Afonso Dias procurou soluções articuladas, funcionais e simples, conseguindo uma unidade de estilo através da complementaridade entre as opções arquitetónicas e os equipamentos, iluminação e decoração. As peças desenhadas no atelier Conceição Silva aparthotéis de Troia são um dos exemplos mais emblemáticos e estão também em exibição no MUDE. No design de exposições e stands, destaque para a exposição de móveis Longra-Airborne, em 1967 - evocada nesta exposição através da memória da cobertura original do teto -, onde colaborou com Daciano da Costa e Tomás de Figueiredo.

A exposição apresenta ainda um núcleo significativo de fotografias da autoria de Eduardo Afonso Dias, desde fotos da repressão durante o Estado Novo até retratos de amigos, passando ainda por instantes de Lisboa, das suas gentes e costumes.

Uma mostra a não perder!

MUDE
Rua Augusta, 24 - Lisboa
Tel.: 218 886 120







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