segunda-feira, 2 de junho de 2014

ESCULTURAS DE ALEXANDER CALDER EM EXIBIÇÃO NO LACMA


Até 27 de julho, o The Los Angeles County Museum of Art (LACMA) dedica uma grandiosa exposição a um dos mais importantes artistas do século XX: Alexander Calder. “Calder and Abstraction: From Avant-Garde to Iconic” abrange quatro décadas da carreira do artista que revolucionou a escultura moderna, reunindo cerca de cinquenta esculturas abstratas, incluindo “mobiles”, “stabiles” e obras de exterior de grande dimensão.

Os trabalhos mais emblemáticos de Alexander Calder são esculturas cinéticas compostas por peças planas de metal pintado ligadas por arames, que se movem delicadamente no ar, movidas por motores ou correntes de ar. Os seus “stabiles” são estruturas monumentais que dão continuidade ao seu compromisso com o dinamismo e a inovação.

“Calder and Abstraction: From Avant-Garde to Iconic” é a primeira exposição de Alexander Calder em Los Angeles, mas o artista ocupa um lugar importante na história do LACMA: o museu encomendou-lhe a obra “Three Quintains (Hello Girls)” para a sua abertura em 1965.


ALEXANDER CALDER (1898-1976) nasceu nos EUA. Antes de se dedicar à escultura, foi pintor e ilustrador. Em 1923, ingressou no Art Students League, em Nova Iorque, tendo concluído o curso em 1926.

Em 1927 fixou-se em Paris, onde conheceu artistas fundamentais para o desenvolvimento da sua arte, como Marcel Duchamp, Joan Miró e Fernand Léger. Quando visitou o ateliê de Piet Mondrian teve uma experiência ímpar, que o encaminhou rumo à abstração, ao observar uma parede cheia de retângulos coloridos de papel, que Mondrian continuamente mudava de posição para estudar composição.

Em 1931 as esculturas de Calder adquiriram movimento. "Dancing Torped Shape" era uma escultura acionada por uma manivela. O primeiro dos famosos "mobiles" de Calder foi "Calderberry Bush", uma escultura que mudava de forma com o vento.

Alexander Calder deixou França em 1933 e mudou-se para uma fazenda em Roxbury, nos Estados Unidos, onde construiu o seu ateliê. As décadas de 1930 e 1940 foram profundamente produtivas para o artista. A sua criatividade levou-o a realizar obras cada vez mais versáteis, como esculturas ao ar livre, cenários para teatro e ballet e mobiles para arquitetura.

Em 1943, as suas obras foram reunidas numa grande retrospetiva realizada pelo MoMa, de Nova Iorque. Em 1952, o artista recebeu o prémio internacional de escultura na Bienal de Veneza.

Em 1964, outra grande retrospetiva da sua obra foi realizada no Museu Guggenheim de Nova Iorque. Alexander Calder foi consagrado como o grande inovador da escultura no século XX. Faleceu em 1976, aos 78 anos.



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