segunda-feira, 4 de março de 2013

MODA E CINEMA “THE EYE HAS TO TRAVEL”
3 exibições no auditório do MUDE



No âmbito da 40.ª edição da ModaLisboa, oferecemos ao público da capital a possibilidade de seguir através do cinema a vida e a obra de uma referência maior da História da Moda: a poderosa, provocadora e ultra-talentosa Diana Vreeland, uma mulher que soube marcar o seu tempo.
As sessões são abertas ao público (no limite dos lugares disponíveis) e vão decorrer no auditório do Museu do Design e da Moda (MUDE), na Rua Augusta 24, nos dias 8, 9 e 10 de março. Inaugura sexta-feira às 19h00, com a repetição no sábado e domingo às 18h00.

“The Eye Has to Travel” (2011) é um documentário realizado por Lisa Immordino Vreeland, Bent-Jorgen Permutt e Frederic Tcheng.

Diana Vreeland (1903-1989) nasceu em Paris, filha de uma americana e de um escocês, e até ao eclodir da I Guerra Mundial viveu na Europa uma vida de sonho: “Passámos os Verões em Deauville e em Veneza com toda a gente”, recordaria mais tarde. A família mudou-se para Nova Iorque em 1914, onde Diana viria a conhecer, aos 18 anos, e a casar com T. Reed Vreeland, um banqueiro multimilionário. A Grande Depressão do final da década de 20 obrigou os Vreelands a refugiarem-se em Londres – “o melhor de Londres é Paris”, é um dos seus mais célebres e citados aforismos. Em Londres, Diana abriria uma loja de lingerie que a colocou em contato com o então incipiente mundo da moda. Em 1936, de regresso aos EUA, mais precisamente a Nova Iorque, Diana Vreeland começou por ter uma pequena coluna na revista Harper’s Bazaar sob o título
“Why Don’t You” que foi um sucesso imediato. “Por que é que as mulheres americanas não fazem como as francesas que lavam os cabelos louros dos filhos com os restos do champanhe da véspera?”, sugeria provocadora. No mundo editorial, Diana Vreeland trabalhou 25 anos como editora da Harper’s Bazaar (de 1937 a 1962), depois como editora da Vogue (de 1962 a 1971) e inventou-se como a voz autorizada da moda quando não havia na moda autoridade alguma que se lhe comparasse. A mulher que detestava o narcisismo mas aprovava a vaidade e que defendia que “não se tem de nascer bonita para se ser incrivelmente atraente” viveu num sumptuoso apartamento em Park Avenue com as paredes pintadas de vermelho e transformou-se num ícone de Nova Iorque graças ao arrojo iconoclasta das suas opiniões e à sua visão predestinada do papel das mulheres na sociedade. Dizia de Coco Chanel, por exemplo, que “as suas primeiras clientes foram princesas e duquesas e ela vestia-as como se fossem secretárias e dactilógrafas”.

Diana Vreeland foi a primeira pessoa da indústria a compreender que o lugar da moda era em todo lado. Foi assim que iniciou a sua colaboração com o Metropolitan Museum, que passou a ser a sede dos desfiles anuais dos maiores criadores norte-americanos e europeus, facto que atraiu a atenção dos media de um modo exponencial, garantindo ao museu milhares de visitantes e transformando-o no centro mundial de uma nova arte: a moda. Diana Vreeland foi a primeira e a incomparável autoridade mundial da indústria da moda. Sobre o que vestir e sobre dietas deixou-nos pérolas como estas: “as blue jeans são a coisa mais maravilhosa desde a invenção da gôndola” e “a alface pode ser divina mas não tenho a certeza de que seja para comer”.

“The Eye Has to Travel” é um documentário de 77 minutos sobre Diana Vreeland.

As sessões são de entrada livre. (no limite dos lugares disponíveis)


MODALISBOA TRUST
8.9.10. MARÇO 2013
PÁTIO DA GALÉ
OUTONO / INVERNO 2013/14

Apresentação oficial das Coleções dos Criadores Portugueses.
Uma organização conjunta da Câmara Municipal de Lisboa e da Associação ModaLisboa.

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