quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

RETROSPETIVA DE ANTÓNIO DACOSTA NA FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN


Até 25 de janeiro de 2015, a Fundação Calouste Gulbenkian apresenta uma retrospetiva comemorativa do centenário do nascimento de António Dacosta (1914-1990). Com curadoria de José Luís Porfírio, a exposição junta obras inéditas e menos conhecidas do famoso artista português, considerado uma figura de referência do movimento Surrealista no nosso país.

A mostra começa e termina com uma evocação da obra mais visível de António Dacosta: o Coelho da "Alice no País das Maravilhas" que ornamenta a estação do Metro do Cais do Sodré, em Lisboa. Para além de um painel de azulejo, está em exibição um pequeno desenho que esteve na sua origem. Num espaço paralelo estão expostas ilustrações, iconografia, bibliografia e desenhos.

O corpo principal da exposição está organizado em cinco momentos desiguais que refletem as características da obra de António Dacosta. Os dois primeiros momentos, intitulados “Cena Aberta” e “Crise Mitológica” são cronológicos e dedicam-se à sua fase surrealista entre 1939 e 1942 e ao hiato de trinta anos que se segue, quando o artista interrompe quase por completo a prática artística, dedicando-se à crítica de arte.

O restante percurso da exposição é temático, iniciando-se com “Sul”, lugar de uma poética onde se combinam geografia, memória e imaginação; “Séries”, que marca o recomeço de António Dacosta no final da década de 1970, com a apresentação de um conjunto de obras diversas organizadas em núcleos temáticos e que conduzem ao último momento, “Alfa e Ómega”, de acentuado contraponto entre obras de tempos distintos.




FOTOS (da esquerda para a direita, e de cima para baixo):

1 - Antítese da Calma, 1940 | Óleo sobre tela | Col. CAM - Fundação Calouste Gulbenkian
2 - Menina da Bicicleta, c. 1942 | Óleo sobre tela | Col. Particular
3 - Estudo preparatório para o Metropolitano Cais do Sodré, 1989/90 | Marcador e aguada sobre papel | Col. Miriam Rewald Dacosta
4 - Dois Limões em Férias, 1983 | Tinta acrílica sobre tela | Col. Luís Saragga Leal
5 - Não há sim sem não – O Eremita, 1985 | Tinta acrílica sobre tela | Col. CAM - Fundação Calouste Gulbenkian

Sem comentários: