segunda-feira, 2 de julho de 2012

EXPOSIÇÃO DE PEDRO CASQUEIRO NA CULTURGEST PORTO


Até 2 de setembro, a Culturgest, no Porto, reúne um conjunto diversificado de obras atípicas de Pedro Casqueiro, um dos mais importantes nomes na história da pintura portuguesa desde a década de 1980. Em exibição estão experiências, hipóteses de trabalho, obras que não encontraram o seu lugar, que não tiveram qualquer exposição como destino e ficaram no atelier ou foram parar às mãos de amigos do pintor.

Nas últimas duas décadas, paralelamente às rotinas da sua prática de atelier, Pedro Casqueiro (Lisboa, 1959) criou algumas obras que se desviam dos desenvolvimentos principais e mais conhecidos da sua pintura. Na sua maioria, são obras de pequena dimensão, que incorporam técnicas e materiais exteriores à pintura, e em que a dimensão objetual e a exploração da materialidade das superfícies surgem em evidência. Papéis com marcas ou acidentes do processo serigráfico são colados sobre um tampo de mesa. Ripas de madeira de um tabuleiro para cortar pão são pintadas de diferentes cores. Caixas de cassetes áudio, amostras de fórmica, rede metálica, resina, cordel e uma tela engradada conjugam‑se num objeto de parede. Fita Dymo é aplicada sobre caixas de cassetes audio ou sobre K‑line, em peças que brincam com as palavras e os seus significados. Imagens recortadas de revistas antigas, coladas sobre tela, encadeiam‑se numa sequência horizontal. Duas caixas de CD funcionam como envelopes transparentes para outras tantas imagens recortadas de uma revista.

São estas, e muitas mais, obras anómalas no corpo de trabalho do artista - feitas de forma intermitente, ao sabor das circunstâncias, com grande espontaneidade e elevado grau de improvisação - que estão atualmente em exibição na Culturgest. A exposição “escreve direito por linhas tortas”, proporcionando um encontro, ou reencontro, improvável com o trabalho de Pedro Casqueiro.

Para ver até ao início de setembro!



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