quinta-feira, 10 de abril de 2008

VUITTON E MURAKAMI EM BROOKLYN

Se planeia visitar Nova Iorque nos próximos meses, tem um encontro marcado com Marc Jacobs e Takashi Murakami, em Brooklyn. Desde o passado sábado e até 13 de Julho, o Museu de Brooklyn acolhe “© Murakami”, uma exposição de mais de 90 obras do apelidado “Andy Warhol japonês”.

A exposição traça a trajectória artística de Murakami e inclui pinturas, esculturas, desenhos, amostras de papéis de parede e uma animação de vídeo. Na loja, os admiradores da Louis Vuitton podem comprar muitos dos produtos resultantes da colaboração de Marc Jacobs, director criativo da marca, com Murakami.

Nascido em Tóquio em 1962, Takashi Murakami é um dos mais influentes e aclamados artistas que emergiu na Ásia no final do século XX. Recebeu o doutoramento pela Universidade de Belas Artes e Música de Tóquio, onde se formou em pintura tradicional japonesa, conhecida como Nihonga. No entanto, a popularidade da animação e da banda desenhada manga dirigiu o seu interesse para esta arte. “Era mais representativa da vida moderna japonesa”, explica o artista. A cultura popular americana sob a forma de animação, comics e moda são as principais influências do seu trabalho, que abrange pintura, escultura, instalação e vídeo, assim como uma vasta gama de produtos coleccionáveis e comerciais.

A exposição “© Murakami” explora a natureza auto-reflexiva da obra de Murakami, focando os primeiros trabalhos produzidos entre 1992 e 2000, período em que o artista tenta explorar a sua própria realidade através de auto-retratos e uma investigação sobre branding e identidade. Entre os trabalhos expostos estão algumas das suas esculturas mais aclamadas, incluindo Miss Ko2 (1997), uma empregada de mesa de pernas longas que se tornou uma das personagens mais emblemáticas do artista, e Hiropon (1997), uma rapariga japonesa a saltar à corda.

Marc Jacobs aproveitou a abertura da exposição para expressar o seu descontentamento com a venda de cópias ilegais das suas malas, montando um verdadeiro mercado onde se podiam comprar cópias legítimas das suas colecções. Podia parecer uma brincadeira ou um teatro para a inauguração, mas parece que empresa está empenhada em levar a questão mais a sério, devido à desvalorização de imagem que tem sofrido no mercado das imitações.

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