domingo, 9 de março de 2014

DINO ALVES


COLEÇÃO OUTONO/INVERNO 14/15

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EM CONVERSA COM DINO ALVES

Daily ModaLisboa - Ao longo dos anos, o que mais mudou na forma como os portugueses se relacionam com a moda?
Dino Alves - Penso que os portugueses aprenderam a ter uma atitude menos preconceituosa. Deixaram de rotular as pessoas pela forma como se vestem ou produzem. E, acima de tudo, passaram a reconhecer que certos tipos de imagem ou de comportamentos não podem ser atribuídos apenas ao género masculino ou apenas ao feminino. É um salto cultural que vale a pena registar.

- Na sua opinião, a Moda vê-se, sente-se ou vive-se?
A moda sente-se. Vê-la e vivê-la são manifestações desse sentir. A moda junta técnica, arte, inspiração e talento. Pode, por isso, ser vista como um estado de espírito e uma forma de sentir e de interpretar a vida. Não são apenas tecidos, nem é apenas o espetáculo visual. Quem faz moda põe nela tudo o que sente.

- Quais são para si as fontes ilimitadas de inspiração?
Não sei definir quais os objetos ou situações, porque tudo é potencialmente fonte de inspiração. O quotidiano, as pequenas narrativas do dia-a-dia e da vida pessoal, as pessoas que conheci e vou conhecendo, tudo isso está refletido no meu trabalho, assim como um forte desejo de transmitir aos outros aquilo em que acredito e que me move como pessoa.

- Existem lugares que potenciam a criação? Quais são os seus “refúgios”?
Sim, claro. Depende daquilo que quero dizer em cada coleção. Para além do lugar gigante e virtual que é a Internet, por onde vagueio muitas vezes, a rua é por excelência o sítio mais inspirador. Observo tudo e todos. Sempre que viajo, venho cheio de ideias e de motivação porque absorvi uma enorme quantidade de informações novas.

- Qual o maior sonho que gostaria de alcançar a nível profissional?
Não diria que tenho um sonho a alcançar. Ao fim de tantos anos, ver que o meu trabalho continua a ser reconhecido pelo público é a maior satisfação que posso ter.

- O que o inspirou nesta estação?
O que me inspirou foi uma situação muito simples e uma imagem quotidiana que todos já vimos nos outros e até em nós mesmos. Objetos banais que trazemos nos bolsos e que se desenham através do relevo que criam pela volumetria que têm, sobretudo quando os trazemos nos bolsos de peças mais justas. Depois não resisti ao impulso de pensar que bom seria se da mesma forma pudéssemos ver o que as pessoas têm dentro de si mesmas. Que caráter, que sentimentos, que intenções, que atitudes.

- Quais as suas propostas para o outono/inverno 14/15?
Peças simples mas com detalhes e design um pouco conceptual. Peças amplas, com linhas direitas. Vestidos curtos feitos a partir da modelagem de casacos, com silhuetas muito depuradas. Blusas e calças com novos jogos de cor. Camisas e camisolas para homem em materiais um pouco sport, mas com design mais formal.



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