sexta-feira, 7 de março de 2014

SANGUE NOVO | OLGA NORONHA


COLEÇÃO OUTONO/INVERNO 14/15

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EM CONVERSA COM OLGA NORONHA

Daily ModaLisboa - Qual a importância de iniciativas como o Sangue Novo para a promoção do trabalho dos jovens designers de moda e o que representa para si integrar este projeto?
Olga Noronha - Iniciativas como o Sangue Novo permitem que os jovens designers possam expor a sua "arte" num ambiente seletivo e altamente profissional. É uma oportunidade única de nos integrarmos no mundo da moda, no mais importante evento de Portugal nesta área. Assim sendo, estas coleções têm o privilégio de estar presentes neste tipo de eventos, sendo assim foco de grandes atenções, conquistando um lugar na indústria. São estas as razões que levarão os jovens a quererem criar mais e melhor. Para mim, representa uma grande oportunidade e um voto de confiança.

- Qual o maior sonho que gostaria de alcançar a nível profissional?
No fundo, tentar chegar o mais alto possível em diferenciações curriculares. Ambição não me falta e sou cem por cento apologista do “lutar para vencer” porque, afinal, “quem corre por gosto não cansa”. Neste momento um dos principais objectivos será, através de investigação artístico-científica, provar que o corpo se pode adaptar a materiais e formas distintas do que já é utilizado, sendo assim personalizado e quase que “redesenhado” , tornando.se ainda mais belo, depois de “reparado”.

- Na sua opinião, a Moda vê-se, sente-se ou vive-se?
Na minha opinião, a moda Vê-se, Vive-se e Sente-se ! Nós fazemos a Moda e a moda faz-nos...

- Qual foi a principal inspiração da sua coleção e quais as suas propostas para o outono/inverno 14/15?
“Corpus in claustrum” é uma coleção feminina, onde tanto as roupas como os acessórios simulam um ambiente teatral, enfatizando o efeito óptico sugerido pela sequência de linhas que, bizarramente interagem, provocando assim sensações e inquietudes que nos levam a encarcerar pensamentos e atitudes.Manipulando linhas e formas, corpus in claustrum ilustra a relação entre o corpo e o receptáculo. Celebra o casamento de estruturas metálicas robustas em delicados corpos cobertos pela fluidez de tecido voluptuoso e, uma vez que estes elementos bipolares se juntam, surge a misteriosa semblante de clausura íntima. A ideia para esta coleção surgiu através de um projeto que fiz há alguns anos cujo título era Incarcerated Bodies.
Desta vez não há questões, mas sim “ food for thought”. Há incentivos a introspecções onde o foco de atenção é, tal como descrito no press release “o provocar de sensações e inquietudes que nos levam a encarcerar pensamentos e atitudes sendo forçados ou nos auto-forçando a uma clausura íntima”.





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