quarta-feira, 13 de maio de 2009

HISTÓRIA DO CALÇADO CHEGA AO MUSEU DO TRAJE DE MADRID

Os sapatos de salto alto são símbolos de feminilidade e poderosas armas de sedução. São poucas as mulheres que conseguem resistir-lhes e algumas chegam mesmo a considerá-los como uma espécie de uma poção mágica para aumentar a sua auto estima. Stylists, designers de moda e designers de sapatos consideram-nos acessórios de moda imprescindíveis e instrumentos comerciais, que actualmente sustentam grande parte do mercado de luxo. Mas a sua influência ultrapassa a área do design de moda: os sociólogos vêem-nos como símbolos de poder e muitos artistas consideram-nos esculturas, verdadeiras obras de arte.

A cidade italiana de Vigevano é designada “a capital italiana do calçado” desde a década de 1970, quando a produção de sapatos atingiu os 21 milhões de pares por ano. Nesta mesma cidade foi criado o Museo della Calzatura (Museu do Calçado), a única instituição pública italiana dedicada à história e à evolução do calçado como acessório de moda e objecto de design.

No passado dia 8 de Maio, parte da colecção do Museo della Calzatura chegou ao Museu do Traje de Madrid, numa mostra itinerante que já passou por Vaasa (Finlândia) e Nova Iorque. Até 30 de Agosto, os visitantes do museu madrileno poderão apreciar exemplos de calçado italiano e estrangeiro, da década de 1950 aos nossos dias, criados por grandes nomes do mundo da moda, como Prada, Manolo Blahnik, Christian Louboutin ou Jimmy Choo.

O sapato de salto agulha, também conhecido como stiletto, nasceu em 1940, quando Christian Dior apresentou a colecção New Look, que recuperou formas mais femininas e sofisticadas. Os designers de calçado dessa altura, como Salvatore Ferragamo, consideravam que aquele era o momento oportuno para revolucionar a imagem do sapato do pós-guerra, e em meados dos anos 50 o stiletto destacou-se pelas mãos de vários designers.

MUSEO DEL TRAJE
Avenida Juan De Herrera, 2
28040 Madrid, Spain

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