terça-feira, 19 de julho de 2011

ROBERT MORRIS: FILMES E VÍDEOS, NO MUSEU DE SERRALVES

Na próxima sexta-feira, 22 de Julho, inaugura no Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto, uma exposição de filmes e vídeos do artista americano Robert Morris, um dos grandes protagonistas da mudança de paradigma nas linguagens artísticas contemporâneas.

Robert Morris (Kansas City, 1931) foi um dos fundadores, em 1959, do Judson Dance Theater de Nova Iorque, um ponto de encontro de artistas visuais e performativos, e coreografou então diversas obras, como Arizona (1963), 21.3 (1964), Site (1964) e Waterman Switch (1965). Nessa época, o artista cruza a linguagem da escultura minimalista com a arte processual, construindo obras para expor fora dos espaços de uma galeria ou de um museu. Robert Morris distingue-se também pelos seus projectos artísticos de grandes dimensões na paisagem: os earthworks. Com uma formação anterior em engenharia, o artista dá especial atenção a novos materiais, às suas características e processos de activação ou de transformação, e investiga qualidades como o peso, a gravidade, o equilíbrio. Dedica-se igualmente à actividade crítica e ensaística, sendo autor de alguns textos fundamentais da reflexão artística contemporânea.

A exposição de Robert Morris no Museu de Arte Contemporânea de Serralves, patente ao público até ao dia 23 de Outubro, centra-se sobretudo nos seus filmes e vídeos, os quais são apresentados ao lado da reconstituição de Bodyspacemotionthings [Corpoespaçomovimentocoisas], uma obra que o artista concebeu originalmente em 1971 para a Tate Gallery de Londres, e que foi reapresentada em 2009 na Tate Modern. Trata-se de uma instalação aberta à participação do público e que revoluciona a condição do espectador, que ao ser convidado a subir, escorregar, balançar através dos seus elementos - cilindros, rampas, túneis e paredes - assume a condição de participante no processo artístico. Bodyspacemotionthings ocupa um lugar pioneiro na história da arte contemporânea, tornando esta exposição imprescindível para qualquer amante da arte.


Na imagem e vídeo: Bodyspacemotionthings na Tate Modern


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