segunda-feira, 19 de julho de 2010

EMILIO PUCCI POR VANESSA FRIEDMAN

A célebre editora de moda do jornal Financial Times, Vanessa Friedman, associou-se à editora de livros de arte Taschen e à filha de Emilio Pucci para prestar homenagem ao criador italiano, através de uma obra de mais de 400 páginas.

Ao longo dos seus 60 anos de carreira, Emilio Pucci distinguiu-se pelos seus tecidos fluidos e coloridas estampagens pop. Vestiu ícones como Marilyn Monroe, Jacquie Kennedy, Kelly Minogue ou Madonna. O novo livro, escrito por Vanessa Friedman e com uma introdução de Laudomia Pucci, a única filha do criador, traça o percurso do génio criativo através de diferentes capítulos repletos de desenhos, anedotas, citações, ilustrações e fotografias provenientes dos arquivos da Fundação Emilio Pucci, em Florença. Este mês será também lançada uma edição artística da obra, com uma capa forrada com um tecido vintage estampado e acompanhado de desenhos originais do criador. Trata-se de uma edição de coleccionador com apenas 500 exemplares e assinada por Laudomia Pucci. O livro formato XL custa 150 euros e a edição artística vintage 600 euros.


Emilio Pucci é especialmente recordado como o criador de estampagens geométricas multicoloridas, muito em voga nos anos 60, mas a sua contribuição para o mundo da moda foi muito mais expressiva. Pucci revolucionou a moda dos anos 50 com um conceito inédito, a união entre vestuário formal e desportivo, e transformou-se num fenómeno em todo o mundo.

O ano de 1967 ficou marcado pela chamada "puccimania", que se estendeu pela década de 70. A sua imagem de moda vanguardista colocou-o entre os grandes criadores dos anos 60 e 70. Pucci evidenciou a identidade da mulher com as suas inovadoras peças pintadas, estampadas e bordadas, produzidas com novos materiais. Além de estampagens únicas, o designer italiano criou também vários tecidos, como o jersey de seda, por ele patenteado como “Emilioform”.

Nos anos 80, assistiu-se à renovação do chamado "Made in Italy", impulsionado pelo desejo de profissionalismo e pelo retorno aos tecidos clássicos e naturais. O pronto-a-vestir ganhou força e surgiu o conceito de “fashion designer”. Estavam em voga as peças estruturadas com decorações sumptuosas e a marca Pucci voltou a criar roupa sofisticada com tecidos nobres e estampagens geométricas em tons pastéis.

Emilio Pucci recusou-se, no entanto, a descentralizar a sua produção. O seu gosto pelo trabalho de artesão fê-lo transformar o seu negócio num laboratório de pesquisa.

Emilio Pucci faleceu em 1992, mas ainda assistiu a um regresso imprevisto das suas criações às páginas das principais revistas de moda.

Em 2000, a sua marca passou a ser controlada pelo poderoso grupo de artigos de luxo, LVMH. O nome Emilio Pucci voltou, desde então, a figurar entre as mais importantes etiquetas de moda italiana e integrou o calendário da Semana de Moda de Milão.

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