quinta-feira, 11 de março de 2010

ALEXANDRA MOURA

Natural de Lisboa, onde nasceu em 1973, forma-se no IADE, especializando-se posteriormente em Projectos de Design de Moda.

Entre as suas participações em diversos acontecimentos de moda, das Manobras de Maio ao Portugal Fashion 97, com passagens pelas Mostras de Jovens Criadores, representando Portugal na 1a. Bienal de Jovens Criadores dos Paises Lusófonos, Alexandra Moura colabora nos gabinetes de design de Ana Salazar e José António Tenente.

Em 2000 é convidada pela OPTIMUS para apresentar a sua primeira colecção a solo, iniciativa que repete com a apresentação da sua colecção Inverno 01.

Em Abril de 2002 apresenta colecção Inverno 02 no Espaço LAB da 18ª edição ModaLisboa e a partir de Outubro passa a apresentar regularmente as suas colecções na ModaLisboa - LisboaFashionWeek.

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COLECÇÃO INVERNO 2011

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EM CONVERSA COM ALEXANDRA MOURA

ModaLisboa - O que pensa ser fundamental na formação de um designer de moda?
Alexandra Moura - Muita coisa. Desde o sentido estético, passando pelo bom-gosto e terminando no cumprimento do dever das coisas. Temos de ser criativos, profissionais e se não formos organizados vamos por água abaixo. Depois, claro, toda a formação que o designer vai tendo ao nível da escola e o modo como vai aproveitando essa formação.

ML - Como é que as suas próprias experiências afectam o seu trabalho como designer?
AM - Afectam-me muito e afectam-me em tudo! Influenciam-se imenso, desde a concepção de um conceito à escolha da paleta de cores, selecção dos tecidos, escolha da imagem e até à vontade de ter determinado tipo de manequins. As experiências pessoais fazem surgir imagens que depois se vão reflectir inevitavelmente no nosso trabalho.

ML - O que privilegia numa colecção:
- O processo criativo ou o produto final?

AM - Um não vive sem o outro.

Padrão ou Forma?
AM – Forma

- Cor ou Textura?
AM - Já valorizei ambas em situações diferentes. Já tive uma colecção em que a cor era fundamental porque nunca tinha utilizado uma cor daquelas, como a colecção passada, e também já tive colecções em que privilegiei a textura, especialmente quando não existe padrão nem muita elaboração ao nível da forma. Nesta situação é essencial a manipulação, portanto não consigo escolher uma.

- Verão ou Inverno?
AM- A nível de criação, o Inverno oferece aquela possibilidade de usufruirmos das roupas, mas chegamos a determinado ponto em que já só apetece o Verão. A nível de trabalho, sem dúvida o Inverno.

ML - Quais são as suas propostas para o Inverno 2011?
AM - Vão ser propostas muito diferentes das anteriores. A silhueta é na generalidade mais larga e mais comprida, as saias também descem. Não sei se por influência das duas últimas colecções que eram muito fortes, senti necessidade desta ser mais inóspita na paleta de cores. Esta colecção é quase que um “balãozinho de oxigénio” para respirar fundo e tirar tudo o que é supérfluo, todos os excessos e deixar ficar o que é confortável, o que é natural. Trabalhei mais a largura, não os volumes em termos de volumetrias em zonas estratégicas, mas o próprio volume das peças.


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